Resenha Livro - O Último Teorema de Fermat

Bom dia..

Antes de começar tenho que fazer um comentário, o segundo semestre desse ano tem me revelado quase que somente bons livros, to tendo felicidade de ler livros extremamente interessantes. O livro “O Último Teorema de Fermat”, de Simon Singh, não é exceção, ao contrário, colabora em muito para esta opinião.

O livro conta a história de um teorema criado por volta de 1637 por um matemático chamado Pierre de Fermat, este teorema indicava que não existiam soluções para a equação:



O problema, aparenetemente simples, ocupou e venceu as mentes mais brilhantes durante mais de três séculos. O livro me fascinou por contar em detalhes a história de todos os matemáticos que contribuíram de alguma forma com a solução do teorema. Porém, no final do século, Andrew Wiles, no auge dos seus 10 anos de idade, tomou conhecimento deste teorema e definiu sua resolução como lema de vida. Uma linda história de amor pela profissão e persistência. Até que, em 1993, ele apresenou uma palestra história divulgando a solução do problema, porém, uma falha na demonstração ocupou a mente de Wiles por mais 14 meses, até que, em 1995, depois de 8 anos trabalhando no mesmo problema, ele ganhou o mundo divulgando a solução final para o teorema de Fermat.

Outro excelente resumo pode ser encontrado aqui. Este é até mais completo que o meu.

Abaixo segue a capa do livro:



Só uma observação sobre o livro. O mesmo contém duas histórias que me marcaram, sobre o final trágico de dois gênios da Matemática. O primeiro, Yutaka Taniyama, suicidou-se sem motivos aparentes, cinco dias depois de completar 31 anos de idade. E o mais incrível dessa história, é que omatemático estava com o casamento marcado, e, dias depois de sua morte, sua futura esposa, Misako Suzuki, também foi encontrada morta, pelo suicídio. Junto dela, foi encontrado uma carta com o seguinte trecho:
Nós importamos um ao outro que, não importa aonde fôssemos, nunca nos separaríamoss. E agora que ele se foi eu também devo me juntar a ele.

A segunda história é sobre o matemático Évariste Galois, que só foi visto como um gênio depois de sua morte. Na noite anterior de um desafio, no qual Galois sabia que iria ser assasinado, o gênio passou a noite inteira escrevendo sobre suas descobertas, para que as mesmas não moressem com ele e ficassem desconhecidas para o mundo.

Bem, não preciso dizer que indico a leitura desse livro. Indico a leitura mais de uma vez do livro.

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Resenha Livro: O Guia do Mochileiro das Galáxias

Boa madrugada..

O livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias” de Douglas Adams foi tão bom que mereceu uma releitura de minha parte, para só depois ter coragem de criar um resumo da obra aqui no blog. O livro traz 204 páginas de uma leitora deliciosa, criativa e ilária, com sátiras e tiradas inteligentes, Adams cria uma reposta para perguntas nunca antes respondidas na humanidade: De onde viemos? Para onde vamos? Onde vamos almoçar hoje?.

De forma mais conclusiva, o resumo do site da Editora Sextante traz os seguintes parágrafos:

Arthur Dent, um inglês azarado, escapa de um evento dramático - a destruição da Terra -, graças a um amigo de Betelgeuse (Ford Prefect) que, enquanto estava ilhado em nosso planeta, havia se disfarçado de ator desempregado. Arthur se vê arrastado, apesar de seus protestos histéricos, para as situações mais alucinadas nos pontos mais distantes do tempo e do espaço.

O que realmente sustenta este livro hilariante, através de sua viagem freneticamente bizarra pela galáxia rumo ao legendário planeta de Magrathea - e além -, é a pergunta profunda sobre o porquê. De onde viemos? Por que estamos aqui? Para onde vamos? Onde vamos almoçar hoje?

Além disso, enquanto tenta se entender com as formas de vida mais estranhas, nosso anti-herói descobre a verdadeira história da Terra e a resposta final à grande pergunta da Vida, do Universo e Tudo Mais. No geral, um resultado bastante satisfatório, devo dizer.

Particularmente, este foi um dos melhores livros que li na vida pela inteligência do autor, perceba no parágrafo abaixo como a mente de Douglas Adams dá uma reviravolta em um único assunto de forma hilária e extremamente criativa:

A poesia vogon é, como todos sabem, a terceira pior do Universo. Em segundo lugar vem a poesia dos azgodos de Kria. Durante um recital em que seu Mestre Poeta, Gruntos, o Flatulento, leu sua “Ode ao pedacinho de massa de vidraceiro verde que encontrei no meu sovaco numa manhã de verão”, quatro pessoas na platéia morreram de hemorragia interna, e o presidente do Conselho Centro-Galático de Marmelada Artística só conseguiu sobreviver roendo uma de suas próprias pernas completamente. Consta que Gruntos ficou “decepcionado” com a reação da platéia, e já ia começar a ler sua epopéia em 12 tomos intitulada “Meus Gargarejos de Banheira Favoritos” quando seu intestino grosso, numa tentativa desesperada de salvar a vida e a civilização, pulou para cima, passando pelo pescoço de Grntos, e estrangulou-lhe o cérebro.

Ou então o trecho de conversa entre Artur Dent e Ford Prefect, foi uma das passagens do livro que eu mais ri:

-Sabe - dsse Artur -, é em ocasiões como esta, em que estou preso numa câmara de descompressão de uma espaçonave vogon, com um sujeito de Betelguese, prestes a morrer asfixiado no espaço, que realmente lamento não ter escutado oque mamãe me dizia quando eu era garoto.
- Por quê? Oque ela dizia?
- Não sei. Eu nunca escutei.

A idéia do autor de colocar o planeta Terra como o resultado de uma fábrica de planetas de um outro planeta é genial, será que não é assim mesmo? E a resposta que o Pensador (que é um grande computador) dá as pessoas depois de milhões de anos: 42. Simplesmente porque ninguém tinha feito a pergunta correta ao hiper-computador. O trecho do livro que conta essa passagem é fantástica.
Pra finalizar, as três linhas que mais me marcaram no texto foram:

A ciências conseguiu algumas coisas fantásticas, não vou negar, mas acho mais importante estar feliz do que estar certo.

Enfim, adorei o livro e recomendo a leitura desta fantástica obra. O livro tem até algumas continuações: “O Restaurante no Fim do Universo”, “A Vida, o Universo e Tudo Mais” e “Obrigado pelos peixes”.

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Resenha Livro: Uma Breve História do Mundo

O livro “Uma Breve História do Mundo” do professor da Universidade de Harvard e da Universidade de Melbourne, Geoffrey Blainey, relata de forma superficial, porém, extremamente didática, a história da humanidade desde que o homemm desceu da árvores e passou a conhecer o mundo a sua volta. Como li em alguns resumos da internet, o livro é ótimo para quem gosta de história mas não quer ler livros extensos sobre um determinado assunto, ou seja, quer ter um apanhado geral de forma otimizada :).

O site Eterno Retorno foi feliz na descrição do livro: É um livro extremamente fácil de ler, capaz de agradar os amantes de leituras fácil e descontraídas. Cabe ressaltar que a “História” presente não é direcionada para uma formação mais sólida e consistente, sendo ainda, apenas um complemento até mesmo para aqueles que estão se preparando para o vestibular. Após a leitura, penso que o autor cumpriu o prometido: “é como ver a paisagem pela janela de um trem em movimento”, de fato, não exige muito do leitor a não ser “ver a paisagem”.

Para um leitor não muito assíduo de história como eu, o livro foi rico em novas informações. Vou transcrever as partes mais interessantes do livro (que eu achei), porém, recomendo com muito gosto a leitura do total da obra:

Sobre o episódio de Moisés e o Mar Vermelho que se abriu:
O fenônemo parece milagroso, mas talvez não tenha sido; o nome inicial do Mar Vermelho era Mar dos Juncos ou Mar Pantanoso e, em muitos lugares, era bastante raso. O formato da costa é tal que marés incomuns podem acorrer. De fato, em 1993, um grupo de oceonógrafos observou que, quando um vento muito forte sopra a 70 quilômetros por hora por dez horas contínuas, o mar praticamente recua. É possível imaginar, que os hebreus, com os egípcios não muito atrás, tenha atravessado o mar num desses dias atípicos; em seguida, o mar subiu, afogando os perseguidores egípcios.

Parece ignorância minha (e era, haha), mas não sabia que o império romano dominou por cinco séculos a civilização ocidental. Poxa, isso é muito tempo.

E sobre a rebelião na China na metade dos anos de 1800? Eu desconhecia totalmente, mas vejam a sua importância:
As duas guerras mais mortais durante o longo período de relativa paz entre 1815 e 1914 ocorreram dentro das nações, e não entre nações. Além disso, aconteceram em nações importantes e, consequentemente, o resultado final teve fortes efeitos sobre o equilibrio do poder mundial. Enquanto a guerra civil americana é bastante conhecida, já que a televisão e os filmes mantiveram viva sua memória, a outra guerra, a Rebelião de Taiping, é pouco conhecida fora da China. Os mortos na guerra civil americana excederam os 600 mil, mas, na guerra chinesa, talvez tenham passado dos 20 milhões, tornando-a mais mortal que a Primeira Guerra Mundial.

Sobre a Segunda Guerra Mundial, o autor traz um resumo extramente rico e sucinto:
A nova guerra começou em 1939 com a invasão de Hitler à Polônia. A União Soviética uniu-se à invasão; a Polônia foi esmagada antes que a França e a Inglaterrda pudessem dar-lhe a ajuda que haviam prometido. Nos anos de 1940 e 1941, Hitler tomou quase toda a parte central e ocidental da Europa, exceto a Itália e a Romênia, que eram aliadas, e Espanha, Portual, Turquia, Suécia e Suiça, que eram neutras. Pegou Stalin de supresa, inavadiu a Rússia e, no final de 1941, sua vanguarda chegou às adjacências de Moscou. A Segunda Guerra Mundial consistia de duas guerras distintas: uma travada principalmente na Europa e a outra travada principalmente no leste da Ásia. A guerra na Ásia aconteceu mais cedo; começou quando o Japão invadiu a Manchúria em 1932 e tornou-se mais intensa em 1937, quando o Japão começou a ocupar a parte leste da China. A impressionante vitória de Hitler na Europa Ocidental, em 1940, expôs a fraqueza das colônias inglesas, holandesas e francesas no Sudeste Asiático bem comodas bases americanas nas antigas Filipinas espanholas. O Japão aproveitou-se dessa fraqueza e, em Dezembro de 1941, atacou repentinamente os territórios e as bases que iam desde a Birmânia e Hong Kong até Pearl Harbor. Imediatamente, as duas guerras - a européia e a asiática - se transformaram em uma só, com a Alemanha e o Japão lutando de um lado, e os Estados Unidos, a Inglaterra, a China e a maioria das outras nações do mundo, do outro.

Depois do ataque a Pearl Harbor, os Estados Unidos quiseram vingança, e conseguiram. Segundo o livro, em 6 de Agosto de 1945, em pesado bombardeio americano voou das Ilhas Marianas em direção ao Japão, e a bomba foi então lançada. A maior parte de Hiroshima virou praticamente um alto-forno, e aproximadamente 90 mil japoneses foram mortos. Na vizinha Tóquio, não havia nenhum sinal de rendição. Três dias depois, uma segunda bomba atômica, a última desse tipo no arsenal americano, foi lançada sobre a cidade de Nagasaki. Cinco dias depois, o imperador do Japãi pessoalmente anunciou no rádio que sua nação havia se rendido.

A Alemanha também saiu derrotada da Segunda Guerra Mundial.

Tammbém achei muito interessante a idéia de Blainey sobre a separação das estações do ano e do dia e noite. Segundo ele, no passado essa diferença era intensa e moldava de forma decisiva a vida das pessoas. Hoje em dia, com invenções como a luz elétrica e a abundância de alimentos (em relação ao passado), e também, com o transporte atual, alimentos de épocas distintas são consumidos em todo o mundo. O livro também conta o porque que o primeiro de Maio é o dia do Trabalhador. Segundo o livro, na Europa, o primeiro dia de Maio homanageava o limite entre frio e calor, entre fome a fartura. A meia-noite da véspera do dia 1º de Maio era recebida com o toque de mastros enfileirados…

Por fim, no último parágrafo do livro, é citada a possibilidade da criação de um governo mundial, segundo o autor, hoje, como nunca antes, é possível a uma nação forte controlar o mundo inteiro. Nos próximos dois séculos, à medida que o mundo continue se encolhendo, e suas distâncias, diminuindo, pode-se tentar, com consentimento ou à força, se instalar um governo mundial. Na história da humanidade, quasee nada pode ser predeterminado.

Bem, acho que vocês perceberam que gostei muito do livro, fiquei sabendo de coisas muito interessantes. Sendo assim, é um livro que recomendo.

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Resenha Livro: Freaknomics

Boa tarde..

O livro “Freaknomics” de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner pode ser resumido pelo seu sub-título: “O lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta”. Com uma narrativa excelente, a obra traz resposta nada convencioansi para perguntas intrigantes, como por exemplo: porque traficantes ainda moram com as mães? Ou, a real causa da diminuição da violência das cidades americanas?. Outras descrições interessantes sobre esta obra podem ser encontradas na internet:

Segundo o blog nowkatrineta:
Para além da refrescante e divertida visão de como a “Economia” está presente nas situações mais díspares e insuspeitas das nossas vidas, tem curiosas e pertinentes interpretações de dados estatísticos quer de organismos estatais norte-americanos, quer de estudos de opinião (sondagens) efectuadas. A prova viva de que “nem tudo o que parece é!. Outra dado importante que este blog cita é a capa do livro, onde aparece uma maça, porém seu interior é uma laranja. Veja a imagem abaixo:



Em PlanetaNews encontrei a seguinte descrição do livro: Nesse fascinante best-seller (número 1 em todas as listas nos EUA), o economista Steven Levitt e o jornalista Stephen J. Dubner estudam a rotina e os enigmas da vida real – da trapaça à criminalidade, dos esportes à criação dos filhos – com conclusões que viram de cabeça para baixo o senso comum, geralmente usando dados aparentemente inofensivos e fazendo perguntas simples nunca feitas. Daí surge o novo campo de estudo apresentado neste livro: freakonomics.

Bem, este livro acompanha a série de bons livros que venho lendo ultimamente. Oque mais me chamou a atenção é a idéia de Levitt de que a moral dita o mundo ideal e a economia o mundo real. Outra idéia interessante é de que todo mundo mente, menos os números. Usando o texto do livro: poderíamos dizer que o moralismo representa a forma como as pessoas gostariam que o mundo funcionasse, enquanto a economia representa a forma como ele realmente funciona.

Por fim, uma idéia que também defente, “os incentivos são a pedra de toque da vida moderna”, esse incentivo pode ser moral, social ou econômico.

Por fim, é um livro que recomendo.

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Resenha Livro: A Lista de Schindler

Boa tarde..

O livro “A Lista de Schindler” de Thomas Keneally nada a história de Oskar Schindler. O empresário alemão utilizou o pretexto de sua fábrica para abrigar e livrar mais de 1.000 judeus da morte na 2º Guerra Mundial. O nome do livro deriva da lista de prisioneiros que eram retirados dos campos de concentração ou extermínio e enviados as fábricas de Schindler. Pessoalmente, achei o livro fantástico, apesar de ser um pouco extenso. A leitura do livro torna-se emocionante a medida que o leitor se envolve com a história, algumas vezes, é comovente imaginar oque os prisioneiros judeus sofreram nessa época. Além disso, como é um relato histórico misturado com romance, não deixa de ser uma forma de obtenção de conhecimento sobre este período negro da Europa.

No submarino encontrei uma descrição interessante do livro: Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto o regime nazista enviava milhares de prisioneiros aos fornos de Auschwitz, o industrial alemão Oskar Schindler abrigava centenas de judeus em sua fábrica, de onde ele finalmente os transferia em segurança para a Tchecoslováquia. Um lugar na lista de Schindler significava a única chance de sobrevivência para um prisioneiro judeu. Oskar Schindler, o herói do Holocausto, é retratado de modo inédito e comovente pelo romancista Thomas Keneally, que passou dois anos entrevistando sobreviventes beneficiados por Schindler em sete países - Austrália, Israel, Alemanha Ocidental, Áustria, EUA, Argentina e Brasil. Escrito com paixão, mas também com absoluta fidelidade aos fatos, o autor realizou uma espantosa recriação de um episódio histórico, narrado com toda a ênfase de uma ficção.

Segundo este resumo do filme “A Lista de Schindlet” (baseada no livro de mesmo nome): Vencedor de 7 Oscars e baseado no livro de Thomas Keneally o filme mostra a vida real e a trajetória do industrial tcheco Oskar Schindler.
Ao comprar em 1939 uma fábrica de esmaltados quase falida na Polônia dominada pela Alemanha de Hitler, Schindler usou suas boas relações com altos funcionários nazistas, para recrutar trabalhadores entre prisioneiros judeus do gueto da Cracóvia, passando a fornecer produtos para o exército alemão. Quando os nazistas iniciam a “solução final” (execução em massa dos judeus), Schindler intercede junto ao comandante Amon Goeth, subornando outros oficiais e garantindo tratamento diferenciado para seus operários, salvando-os dos campos de extermínio
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Um resumo mais extenso pode ser encontrado aqui.

Este livro me trouxe um problema, não sei qual o meu herói agora: Che Guevara ou Schindler.

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Resenha Livro: Investimentos inteligentes

Boa noite..

O Livro Inestimentos Inteligentes de Gustavo Cerbasi segue a linha de outro livro que já foi discutido aqui, Pai Rico Pai Pobre. Porém, o livro de Cerbasi trata de uma maneira mais ampla os diversos tipos de investimentos, as armadilhas dos falsos investimentos, do que não fazer e da melhor forma de buscar sua independência financeira. Para tentar explicar de forma mais clara o livro utilizarei a resenha publicada por Augusto Campos.

No resumo de Campos é usado a própria divisão dos capítulos do livro:

Parte I: Contextualização
Segundo Campos, “esta parte apresenta com exemplos as diferenças entre investimento, acumulação, consumo e poupança, mostrando inclusive vários casos em que coloquialmente se descreve atividades como se fossem investimentos, quando na verdade se trata de consumo, ou de poupança”. Para mim que não sou familiarizado com os termos financeiros esse capítulo foi muito ilustrativo, Campos citou de forma perfeita a forma como o autor difere de forma clara e precisa alguns conceitos.

Campos continua, “já no segundo capítulo somos apresentados à variada fauna que habita este ecossistema. Não sou investidor, nem financista, mas conheço vários exemplares destes bichos, incluindo o “meu” gerente (na verdade, o gerente *do banco*, que eu tenho consciência que trabalha para mim apenas até o limite em que isso for vantajoso para a instituição), os falsos especialistas, os traders alucinados, os grafistas com sua crença de que a análise do passado ajuda a prever o futuro, e a entidade disforme e virtual chamada de “o mercado”. As descrições que mais me atraíram a atenção foram a do “conservador que não investe” (aquele cara que pensa que o que ele está fazendo é investir, e que o que ele adotou há 40 anos continua funcionando para quem estiver começando agora) e o falso insider, sempre com um palpite “quente”, mas que perde o rebolado quando você pergunta a ele se ele já investiu nesta informação que está trazendo com tanto alarde. Este mesmo capítulo traz ainda uma lista de “falsas oportunidades” comuns”.

O terceiro capitulo utliza de dúvidas dos leitores para passar ao leitor oque não deve ser feito para efetura investimentos inteligentes, Campos listou os seguintes itens, que concordo plenamente:
* Ter uma única fonte de renda.
* Começar a investir cedo demais - às vezes o esforço inicial deve ser para ampliar a renda, e só depois começar a investir.
* Esperar demais (até ter dinheiro sobrando)
* Contar com instituições demais (ou de menos) para gerenciar a riqueza
* Querer já começar grande
* Poupar, pensando que está investindo
* Ter um único investimento
* Sonegar impostos devidos
* Paralisia, ou seu oposto, o giro excessivo

De forma contrária, o capítulo 4 apresenta os itens que um investidor deve seguir. De forma clara e objetiva o livro trata com maestria desses quesitos. Campos fala sobre as qualidades que mais lhe chamaram a atneção: “a necessidade de ter objetivos clara e objetivamente definidos (não é “ganhar dinheiro” ou “ficar rico”), a diversificação, a prática constante do rebalanceamento de investimentos, e a presença de um plano B: “Planos para a dificuldade envolvem: a quem recorrer, o que vender, para quem vender e onde obter uma atividade remunerada, entre outros.””. Pessoalmente também gostei da parte de ter objetivos claros e do plano B.

Parte II: Estratégias
Segundo Campos, “a parte II é mais concreta e direta, voltada a estratégias específicas usando famílias, produtos e alternativas usuais do mercado, e por suas características tão específicas, torna-se um desafio muito grande para a descrição em uma resenha, exceto da forma mais genérica. Temos assim:”
* No capítulo 6: estratégias com renda fixa, incluindo títulos públicos, a própria caderneta de poupança (que voltou a ter usos vantajosos) e similares, os CDBs, debêntures, LCIs e mais.
* No capítulo 7: estratégias com ações, desde por onde começar, o papel das corretoras e como selecioná-las, homebrokers, as estratégias comuns (que você precisa conhecer, mas não necessariamente adotar), detalhes sobre as análises fundamentalistas e grafistas, e um conjunto de dicas a considerar na hora de montar sua carteira.
* No capítulo 8: estratégias com fundos, apresentando a variedade existente, vantagens e desvantagens, critérios para escolha, a questão tributária, e a recomendação de usar bastante os recursos que o banco oferece.
* No capítulo 9: estratégias com previdência privada. As vantagens deste método são específicas para alguns casos, mas nestes elas podem fazer muito sentido. São apresentados os produtos disponíveis e suas vantagens, a questão da tributação, que é especialmente importante neste caso, e os cuidados que você deve ter na hora da negociação.
* No capítulo 10: estratégias com imóveis: nem toda operação com imóveis é um investimento, mas neste capítulo vemos os ingredientes para que elas sejam, os riscos específicos e cuidados associados, a seleção de oportunidades, dicas para a maximização do rendimento.
* No capítulo 11: estratégias com compra e venda. O popular “rolo” recebe atenção como forma de investimento também, com a advertência de que nem sempre ele funciona assim - a informalidade tem seus desafios, e às vezes o “investidor” não resiste à tentação de colocar para seu próprio uso o bem que planejaria negociar.

O livro também fala da questão pessoal, ou seja, de não esquecer a família, seus amigos, aproveitar as coisas simples da vida que fazem toda a diferença no seu estado de espírito.

Bem, gostei do livro, aconselho a leitura. NO meu caso li o livro duas vezes devido ao meu pouquíssimo conhecimento na área de investimentos.

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Resenha Livro: Crime e Castigo

Boa noite..

Quando começei a escrever esse post não conseguia encontrar as palavras para descrever o livro “Crime e Castigo”, do escritor russo Fiódor Dostoiévski. Entrei na internet e descobri um resumo muito bom no Wikipédia. Sendo assim, resolvi trancrever parte e comentar, lembrando, agradeçam ao wikipédia pelo resumo de qualidade :).

O livro narra a história de Rodion Românovitch Raskólnikov, um jovem estudante que comete um assassinato e se vê perseguido por sua incapacidade de continuar sua vida após o delito. O livro/novela se baseia numa visão sobre religião e existencialismo com um foco predominante no tema de atingir salvação por sofrimento, sem deixar de comentar algumas questões do socialismo e niilismo. Concordo em gênero, número e grau, percebi claramente que o livro trata do castigo que Raskólnikiv sofre com o crime que cometeu, sendo que, não é nenhum castigo físico e sim mental.

Trecho retirado do wikipédia: O personagem principal, apesar de professor de línguas, é um homem extremamente pobre e que vive angustiado pela sombra de se tornar alguém melhor ou fazer algo importante. Ele divide o homem em ordinário e extraordinário, numa tentativa de explicar a quebra das regras em prol do avanço humano.

Seguindo este preceito - fazer algo que mude a sociedade ou em prol dela - o personagem planeja, em meio a uma luta consigo, a morte de uma agiota e, finalmente, cumpre-o.

Antes de fugir da cena do crime, porém, Raskólnikov também comete, a contragosto, levado apenas pela situação de surpresa, o assassinato de Lisavieta, irmã da velha agiota, pois ela havia visto o cadáver recém-assassinado no chão.

Este personagem principal rouba algumas jóias, mas não chega a usufruir deste ganho, e sentindo-se arrependido enterra-as sob uma pedra.

Após tal fato e seus desfechos, o romance relata de maneira detalhista os dramas psicológicos sofridos pelo autor do homicídio, toda a sua saga, sofrimento e arrependimento.

Diversas histórias se desenvolvem de maneira paralela à principal, entre elas um romance da irmã do personagem Raskólnikov e as relações do personagem com Sônia.

Apesar de investigar Raskólnikov, a polícia termina por prender um inocente que se intitulou culpado por uma razão pessoal (bem explicado no livro). Entretanto, o personagem por fim confessa o crime que cometera. A confissão deveu-se, principalmente, à enorme influência de Sônia, que, antes disso, compartilha com Raskólnikov algumas leituras do Novo Testamento.

Por fim, Raskólnikov é preso. Porém, devido à sua confissão, arrependimento e ótimo antecedentes, sua pena acaba por ser reduzida a oito anos em uma cadeia na Sibéria. Durante tal período, Sônia, personagem que a partir de certo momento segue Raskólnikov em todas as situações, manteve-se muito presente, servindo até mesmo de mensageira a sua família em São Petesburgo.

Outro ponto que percebi claramente é a idéia de Raskólnikov de que existem homens extraordinários, a quem as leis não podem ser aplicadas, porque a perda de uma vida pode ser compensada com a ajuda de diversas vidas. O personagem principal do enredo citava várias vezes o caso de Napoleão, que derramou muito sangue mas, mesmo assim aplicou seus ideais e ficou conhecido como um homem destemido.

Bem, o resumo do wikipédia traduz muito bem a história do livro, pessoalmente, achei a leitura um pouco pesada em certos pontos, isso se traduz no número de páginas do livro, mais de 500. Mas a história é rica e tem um enredo que me prendeu do início ao fim do livro. Gostei da obra e recomendo a leitura, porém, já vou adiantando, reserve um bom tempo pra ler o livro, não é mole não :).

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Resenha livro: Rota 66: A História da Polícia que Mata

Boa madrugada..

O livro “Rota 66″ de Caco Barcellos conta o resultado de 7 anos de investigação profunda sobre os métodos usados pela polícia militar de São Paulo. Além de ficar impressionado com a persistência do jornalista em descobrir a verdade, achei o livro muito bem escrito, pessoalmente, me envolvi muito com a história, tinha momentos que tinha que parar de ler por estar tão indignado com a impunidade e com o desrespeito aos direitos humanos, em algumas das histórias contadas por Barcellos. Simplesmente, achei o livro impressionante..

Leitura recomendada..

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Resenha livro: Admirável Mundo Novo

Bom dia..

O livro “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, que foi escrito em 1931 realmente me impressionou. E não foi só a mim, apesar de sua idade, ele continua causando grande impacto, nos mais diversos ramos de estudo. Por exemplo, para definir o livro, irei citar um resumo da especialista em Ciências Sociais Maria Clara Corrêa Tenório. Segundo ela:


O Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1931 é uma “fábula” futurista relatando uma sociedade completamente organizada, sob um sistema científico de castas. Não haveria vontade livre, abolida pelo condicionamento; a servidão seria aceitável devido a doses regulares de felicidade química e ortodoxias e ideologias seriam ministradas em cursos durante o sono. Olhando o presente, podemos imaginar um futuro semelhante em termos de avanços tecnológicos. Será ele de excessiva falta de ordem, da ordem em excesso preconizada por Huxley ou já vivenciamos o pesadelo virtual de Matrix, a fábula cinematográfica atual ?


Outro resumo bem interessante, encontrei no blog de Rodrigo Ghedin. Segundo ele: Imagine uma sociedade treinada. Desde pequeninos, como frutos da clonagem, somos condicionados a ter um estilo de vida funcional e que se adeque ao meio. As castas, ou seja, as classes sociais, já são previamente definidas, o que faz com que todos trabalhem felizes e no que gostam, sem pretensões de subir na carreira, ou de organizar greves idiotas. Velhos tabus, aparentemente inabaláveis, são desconhecidos de todos. Pai, mãe, casamento, Deus, tudo lorota… Qual seria sua sensação diante deste cenário?

Realmente, o leitor já deve imaginar o conteúdo altamente insitgativo que o livro possui. Uma pergunta que Rodrigo faz em seu blog é: O que você escolheria: nossa sociedade, cheia de defeitos, injustiças, e tudo mais que há de ruim, ou uma sociedade planejada, voltada para o bem estar social, onde o todo é o que importa, e as particularidades são suprimidas?

Relamente fiquei chocado com o livro, porque não saberia a resposta. Penso que um mundo sem valores como família e amor seria sem graça, como eu poderia viver sem minha mãe e meu pai, sem minha namorada, impossível. Porém, eu penso em um ponto crucial, muitas das guerras aconteceram e acontecem empunhando o nome de Deus, além do mais, é triste ver uma criança de 6 anos de idade dormindo na praça de Sé as 9 horas da manhã. Talvez o preço da verdade não seria tão caro assim se tudo isso fosse abolido da face da terra, a fome, miséria, injustiça etc.

Se fosse responder de forma egoísta, eu gostaria que uma sociedade como a descrita no livro jamais acontecesse, porque, apesar de ter sofrido alguns problemas na vida, não posso reclamar de nada. Agora, quando penso na sociedade como um todo, começo a pensar que uma sociedade altamente controlada seria a solução.

Rodrigo deixa o seguinte parágrafo: Segundo o livro, tal perfeição tem seu preço. Em troca da felicidade, a supressão da verdade, da ciência. Mas, qual o problema? Que importa conhecer E=m.c2? Que importa saber o porquê que óleo e água não se misturam? Que importa a grandeza e complexidade da Filosofia? Que importa tudo isso, se a felicidade é algo distante para uma grande parcela da população? Você trocaria o conhecimento pela felicidade? Disse uma vez um filósofo que feliz é aquele que vive na ignorância (ou algo parecido com isso). E não é? Veja uma criança, sem preocupações, com a mente não desenvolvida, ocupada apenas em brincar. Não é a plenitude da felicidade? A adolescência, instantaneamente associada à rebeldia, acredito que seja uma fase de transição, de adaptação forçada ao mundo cruel que a aguarda. Quando adulta, essa pessoa toma consciência e se contenta com a realidade, tal qual ela é.

Bem, realmente achei o livro ótimo, um dos melhores que já li, e seu conteúdo faz a pessoa pensar seriamente em alguns pontos da sobrevivência humana, que, também são altamente sugestivos e sugeitos a diferentes interpretações. Recomendo a leitura para o leitor, e se não tiver onde expressar sua opinião, pode comentar o que achou do livro nos comentários deste post.

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Resenha livro: O Relatório da CIA: Como será o Mundo em 2020.

Bom dia..

Eu acho que gostei dessa história de ler livros.. :). A obra dessa vez é “O Relatório da CIA: Como será o Mundo em 2020″. Esta obra super interessante apresenta um estudo da C.I.A sobre as implicações do mundo atual e suas consequência, desenhando o mundo político, tecnológico e religioso em 2020. Primeiramente, devo confessar que não li o livro todo, porque não entendo nada de política. Dei ênfase especial nas partes do livro que fala da nossa área, tecnologia.

Uma das frases que me chamou a atenção foi essa: as centenas de bilhões de dólares agora gastos nos preparativos militares de ambos os lados poderiam abolir a pobreza da face da Terra. Isso vem de encontro com o que sempre falo aqui no blog, várias das tecnologias inovadoras, podem ajudar muitas pessoas, porém, podem aniquilar milhares de vida em alguns segundos.

O livro também trata dessa questão. Primeiramente ele fala o seguinte: .. novas aplicações tecnológicas proporcionarão grandes melhorias ao conhecimento humano e ao bem-estar individual. Esses benefícios incluem avanços médicos que podem curar ou mitigar algumas doenças comuns e aumentar a longevidade, tecnologias que aumentam a produção de alimentos e de água potável …as tendências tecnológicas serão marcadas não apenas por acelerar os avanços das tecnologias individuais, mas também por uma força multiplicadora de convergência de tencologias - de informação, biológica, de materiais e Nanotecnologia - que têm potencial para revolucionar todas as dimensões da vida. Materiais com sensores desenvolvidos pela Nanotecnologia produzirão uma míriade de aparelhos que melhorarão a saúde e alterarão as práticas e modelos comerciais…

O livro também cita o intenso uso da biotecnologia nos próximos anos, tecendo o seguindo comentário a respeito disso:
a revolução biotecnológica está em uma fase relativamente inicial, e grandes avanços nas Ciências Biológicas, impulsionados pela tecnologia da informação, continuarão a pontuar no século XXI. Entretanto, mesmo sendo a disseminação da biotecnologia uma promessa da melhoria da qualidade de vida, cresce também o número de pessoam que podem usá-la para destrutir um grande número de vidas humanas.

O livro também fala do bioterrorismo e guerra cibernética.

É.. para quem assiste a série 24 horas, vai ser mais ou menos nesses moldes.

Ou seja, tudo está sendo travado entre um uso benéfico e maléfico da tecnologia, biotecnologia e nanotecnologia. O jeito é esperar e torcer que seu uso salve, e não destrua vidas.

Concluindo, apesar de pular várias partes do livro, ele é muito interessante, por mostrar também que China e Índia estão se tornando duas potências mundiais, inclusive da área tecnológica. Por ficar sabendo dessas partes fétidas do uso da tecnologia e por sua visão aguçada dos elementos políticos, religiosos e tecnológicos. Recomendo a leitura :)

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