Fazia algum tempo que não ouvia mais falar de M-Health, um termo cunhado para definir a união de mobile e medicina. Porém, acabo de ler uma matéria muito interessante que mostra outros rumos para este conceito.
Uma nova pesquisa sobre saúde do Pew Internet & American Life Project mostra que 19% dos usuários de smartphones têm pelo menos um aplicativo baixado sobre saúde em seu aparelho.
De acordo com Susannah Fox, diretora do Pew Internet e autora do relatório. A pesquisa constatou que um em cada três proprietários de telefones celulares têm usado seu telefone para procurar informações de saúde.
Muitos dos 52% dos usuários de smartphones dizem possuir aplicativos de saúde e temas relacionados em seus celulares para saber como cuidar de um ente querido, ou para encontrar respostas diante de uma crise médica.
No vasto mundo dos apps para dispositivos móveis e smartphones, há espaço para todos. E não são só os games que fazem a cabeça dos mais aficionados. Uma nova indústria começa a despontar: a dos “healthtech apps”. Em uma estimativa recente levantada por um centro de pesquisa dos Estados Unidos, aplicativos da área da saúde somaram um total de 718 milhões de dólares em receita no ano passado. Um número que tende a crescer, considerando o aumento das start-ups especializadas no assunto, como a Happtique.com, desenvolvedora de aplicativos para profissionais da saúde.
Segundo o Mobilizado, no fim de setembro, as Nações Unidas lançaram o seu primeiro aplicativo oficial, desenhado para fornecer informações vitais sobre saúde e iniciativas globais humanitárias, o UN Foundation.
Mas prestem atenção no que foi dito, é realmente marcante: Nassir Abdulaziz Al-Nasser, presidente da 66ª Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, recentemente dividiu sua visão sobre o assunto com a comunidade global. “Há apenas 5 anos atrás, quem teria imaginado que uma mulher da África subsaariana poderia usar um celular para acessar informações para ter uma gravidez saudável?” Al-Nasser perguntou retoricamente. “Ou que hoje um jovem do Oriente Médio poderia usar o celular para ajudar a controlar a diabetes?”