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iBook2 pode transformar a educação no mundo

Boa noite..

Ontem publiquei o texto “Social Learning e Smartphones“, falando sobre os boatos de uma ferramenta que a Apple iria lançar. Neste post postei a seguinte frase:

Acho este tema tão importante que até já escrevi um artigo para a revista Espírito Livre, edição 27 (download aqui), chamado “M-Learning e suas possibilidades”. Acredito fielmente que a computação ubíqua e a convergência digital estão alterando profundamente o modo de vida das pessoas. A edução é dos pontos que mais sofre transformações. O conhecimento está pulverizado e, os livros e materiais didáticos precisam acompanhar esta evolução. Quem Steve Jobs já estava atento e veremos uma plataforma inovadora da Apple.

Hoje, o
Gizmodo publicou um texto sobre a tão falada surpresa da Apple:

A Apple acha que há maneiras mais efetivas de apresentar e interagir com o conteúdo educacional, e lançou agora há pouco uma seção de livros didáticos para o iBooks, que pretende “revolucionar” (eles gostam da palavra) este mercado. Steve Jobs disse em sua biografia que queria fazer para a indústria do livro didático o mesmo que fez para a música com o iTunes ou para os tablets com o iPad. Pelo que vimos agora há pouco, há uma chance de a Apple conseguir isso, em condições ideais de temperatura e pressão.

O iBooks 2 quer aproveitar todo o potencial do iPad para conteúdos interativos e aplicar isso aos velhos livros didático. Este potencial, aliás, já foi bastante explorado em apps como o Elements, que nos deixou babando logo no lançamento do primeiro iPad, e o Our Choice, de Al Gore, uma aula de como deve ser um livro didático:



Durante a demonstração da Apple hoje em Nova York, foram mostradas várias funcionalidades parecidas: toque na imagem para ver uma galeria, use o multitoque para dar o zoom naquele gráfico, faça buscas por palavras-chave no livro inteiro ou clique em links para ver mais detalhes. Há vídeos e sons também, como nos CD-ROMs da minha finada Encarta de 1997. Mas não desmereço a coisa. Tocar na imagem ou “sublinhar” algo com os dedos dá um feedback mais interessante, fora que hoje é tudo mais rápido. A primeira demonstração de hoje — um livro de biologia –, foi realmente fantástica. Modelos 3D de células, fotos interativas com multitoque, gráficos animados. Não sei se isso é mais efetivo em termos educacionais, mas divertido, sem dúvida.

Além do conteúdo mais “interessante” para essa geração de videogames, há boas ferramentas para o professor. Por exemplo: dentro do livro, no meio de uma página, é possível responder diversos tipos de questionários, bem mais interessantes que V ou F e múltipla escolha. Em um exemplo dado na apresentação, o aluno deveria associar as fotos dos ecossistemas a regiões dos EUA, arrastando um em outro. O feedback (você acertou! Estrelinha dourada!) é instantâneo e abre várias possibilidades. A ferramenta de marcação de texto também é esperta e tem, além de várias cores, uma reorganização automática: ela divide as suas coisas sublinhadas em cartões de memorização gigantes (algo bem comum entre os moleques americanos) para facilitar o decoreba.

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Simplesmente sensacional..

Att.
Ricardo

Social Learning e Smartphones

Boa noite…

O texto “Apple to announce tools, platform to “digitally destroy” textbook publishing“, publicado no Ars Technica, fala sobre alguns boatos de uma plataforma de edição e distribuição de livros colaborativos criada pela Apple. Este projeto teria sido trabalho de Jobs e seu anúncio só foi adiado pela morte inesperado do ex-CEO da Apple. Bem, independente desta plataforma, gostaria de chamar atenção para alguns pontos.

O texto possui um subtítulo “Mobile, social learning”. Nesta seção encontramos três importantes frases:

What we saw coming was a change in the kinds of places that learning would happen,” Rankin told Ars. Since the device would always be with the student, it would give her access to information anytime and anywhere. “For that, you need a different kind of book.”

Such digital texts would let students interact with information in visual ways, such as 3D models, graphs, and videos. They would also allow students to create links to additional texts, audio, and other supporting materials. Furthermore, students could share those connections with classmates and colleagues.

What we really believe is important is the role of social networking in a converged learning environment,” Rankin told Ars.

O texto acaba com a seguinte frase: “A recent study showed that 82 percent of all higher education students nationwide will come to campus with a smartphone. We need to have resources and tools ready for these mobile, connected students.“.

Acho este tema tão importante que até já escrevi um artigo para a revista Espírito Livre, edição 27 (download aqui), chamado “M-Learning e suas possibilidades”. Acredito fielmente que a computação ubíqua e a convergência digital estão alterando profundamente o modo de vida das pessoas. A edução é dos pontos que mais sofre transformações. O conhecimento está pulverizado e, os livros e materiais didáticos precisam acompanhar esta evolução. Quem Steve Jobs já estava atento e veremos uma plataforma inovadora da Apple.

Aguardaremos.

Att.
Ricardo