Um estudo divulgado no Mobile World Congress, em Barcelona, na Espanha, mostra que em 2020 o número de dispositivos conectados à internet chegará a 24 bilhões e eles causarão um impacto global de 4,5 trilhões de dólares em todo o planeta.
A previsão foi desenvolvida pela Associação GSM (GSMA) em parceria com a Machina Research.
Em 2020, as receitas obtidas com a venda de dispositivos e serviços conectados serão de 2,5 trilhões de dólares, dos quais 1,2 trilhão de dólares poderão ser atribuídos a operadoras de telefonia móvel, e o restante ao amplo ecossistema da vida online.
O impacto comercial global da chamada “Vida Conectada” pode ser dividido em duas categorias: reduções de custos e aprimoramentos de serviços, que estão relacionados a benefícios menos diretos para organizações, governos e consumidores.
O mundo mais conectado pode causar uma redução de custos de 2 trilhões de dólares: metade em serviços de dispensem a necessidade de trabalhos manuais, e 1 trilhão de dólares em aprimoramentos de serviços, como monitoramento clínico remoto de pacientes com doenças crônicas.
Carro conectado O estudo aponta os carros conectados como uma das principais tendências para o fim desta década, conforme aumentar a demanda por serviços como recuperação de veículo roubado e entretenimento. Em novembro do ano passado, a Chevrolet lançou uma edição limitada do Agile Wi-Fi, o primeiro carro conectado do Brasil.
As montadoras devem procurar diferencias seus produtos e desenvolver novos fluxos de receita. A Machina Research estima que, em 8 anos, 90% dos novos carros terão alguma forma de capacidade de conexão integrada ao veículo, e isso deve movimentar cerca de 600 bilhões de dólares.
A Internet das coisas (inglês: Internet of Things) é, em certa medida, fruto do trabalho desenvolvido pelo MIT Auto-ID Laboratory, recorrendo ao uso do RFID e Wireless Sensor Networks. O objetivo foi, desde o início, criar um sistema global de registro de bens usando a single numbering system chamado Electronic Product Code. A Internet das coisas é uma revolução tecnológica que representa o futuro da computação e da comunicação e cujo desenvolvimento depende da inovação técnica dinâmica em campos tão importantes como os sensores wireless e a nanotecnologia.
Primeiro, para ligar os objectos e aparelhos do dia-a-dia a grandes bases de dados e redes e à rede das redes, a Internet, é necessário um sistema eficiente de identificação. Só desta forma se torna possível coligir e registar os dados sobre cada uma das coisas. A identificação por rádio frequência RFID oferece esta funcionalidade.
Segundo, o registo de dados beneficiará da capacidade de detectar mudanças na qualidade física das coisas usando as tecnologias sensoriais (sensor technologies). A inteligência própria de cada objecto aumenta o poder da rede de devolver a informação processada para diferentes pontos.
Finalmente, os avanços ao nível da miniaturização e da nanotecnologia significam que cada vez mais pequenos objectos terão a capacidade de interagir e se conectar. A combinação destes desenvolvimentos criará uma Internet das Coisas (Internet of Things) que liga os objectos do mundo de um modo sensorial e inteligente.
Assim, com os benefícios da informação integrada, os produtos industriais e os objectos de uso diário poderão vir a ter identidades electrónicas ou poderão ser equipados com sensores que detectam mudanças físicas à sua volta. Até mesmo partículas de pó poderão ser etiquetadas e colocadas na rede. Estas mudanças transformarão objectos estáticos em coisas novas e dinâmicas, misturando inteligência ao meio e estimulando a criação de produtos inovadores e novos serviços.
A tecnologia RFID que usa frequências de rádio para identificar os produtos é vista como potenciadora da Internet das Coisas. Embora algumas vezes identificada como a sucessora dos códigos de barras os sistemas RFID oferecem para além da identificação de objectos informações importantes sobre o seu estado e localização.
Estes sistemas foram primeiramente usados na indústria farmacêutica, em grandes armazéns e na saúde. As mais recentes aplicações vão dos desportos e actividades de tempos livres à segurança pessoal. Etiquetas (também chamadas de “tags”) RFID estão a ser implantados debaixo da pele humana para fins médicos e também em passaportes e cartas de condução. Leitores RFID estão também a ser incluídos em telemóveis. Para além do RFID, a capacidade de detectar mudanças no estado físico das coisas é também essencial para registar mudanças no meio ambiente. Por exemplo os sensores usados numa peça de vestuário inteligente podem registar as mudanças de temperatura no exterior e ajustar-se de acordo com elas.
Perspectiva-se um futuro em que poderemos usar roupa inteligente que se adapta às características da temperatura ambiente, a passagem por um sensor irá indicar-nos qual a manutenção que o nosso carro necessita, poderemos usar os óculos de sol para receber uma chamada vídeo e os cuidados médicos poderão ser prestados atempadamente, graças a diagnósticos mais eficientes e rápidos.