Descobri isso no TecMundo: Fazer check-in nos locais em que você esteve da maneira como você está acostumado pode estar em com os dias contados. Uma novidade criada por estudantes da escola sueca Hyper Island permite que o usuário possa avisar os seus seguidores onde está apenas pisando sobre um tapete especial.
Isso é possível graças a integração de um dispositivo RFID integrado em um modelo de tênis da Nike. Segundo o projeto, ao se aproximar de tapetes especiais, colocados em pontos estratégicos da cidade, o usuário automaticamente envia um check-in de atualização para o Twitter ou Facebook.
A Internet das Coisas – termo utilizado para explicar a conexão a web por qualquer tipo de dispositivo, como carros e geladeiras – pode fazer o número de objetos com acesso à rede mundial de computadores saltar dos atuais cinco bilhões de unidades para 50 bilhões em 2020. A previsão foi apresentada na última semana pelo empresário Thadeu Cascardo, sócio da empresa Holoscópio, em palestra realizada no 13° Fórum Internacional Software Livre (fisl13), realizado em Porto Alegre.
Esses objetos, geralmente, combinam a tecnologia RFID com uma infraestrutura de rede, podendo gerar um IP e objetos identificáveis em escala global. “Essa possibilidade permite diversos usos, como no monitoramento de trânsito, transporte público – por meio da previsão de horários, otimização de frota e itinerário ou na chamada domótica, o controle remoto para uso doméstico, como controle de temperatura, otimização de energia, entre outros usos que vão da saúde ao gerenciamento de ativos”, ponderou.
Um estudo divulgado no Mobile World Congress, em Barcelona, na Espanha, mostra que em 2020 o número de dispositivos conectados à internet chegará a 24 bilhões e eles causarão um impacto global de 4,5 trilhões de dólares em todo o planeta.
A previsão foi desenvolvida pela Associação GSM (GSMA) em parceria com a Machina Research.
Em 2020, as receitas obtidas com a venda de dispositivos e serviços conectados serão de 2,5 trilhões de dólares, dos quais 1,2 trilhão de dólares poderão ser atribuídos a operadoras de telefonia móvel, e o restante ao amplo ecossistema da vida online.
O impacto comercial global da chamada “Vida Conectada” pode ser dividido em duas categorias: reduções de custos e aprimoramentos de serviços, que estão relacionados a benefícios menos diretos para organizações, governos e consumidores.
O mundo mais conectado pode causar uma redução de custos de 2 trilhões de dólares: metade em serviços de dispensem a necessidade de trabalhos manuais, e 1 trilhão de dólares em aprimoramentos de serviços, como monitoramento clínico remoto de pacientes com doenças crônicas.
Carro conectado O estudo aponta os carros conectados como uma das principais tendências para o fim desta década, conforme aumentar a demanda por serviços como recuperação de veículo roubado e entretenimento. Em novembro do ano passado, a Chevrolet lançou uma edição limitada do Agile Wi-Fi, o primeiro carro conectado do Brasil.
As montadoras devem procurar diferencias seus produtos e desenvolver novos fluxos de receita. A Machina Research estima que, em 8 anos, 90% dos novos carros terão alguma forma de capacidade de conexão integrada ao veículo, e isso deve movimentar cerca de 600 bilhões de dólares.
A Internet das coisas (inglês: Internet of Things) é, em certa medida, fruto do trabalho desenvolvido pelo MIT Auto-ID Laboratory, recorrendo ao uso do RFID e Wireless Sensor Networks. O objetivo foi, desde o início, criar um sistema global de registro de bens usando a single numbering system chamado Electronic Product Code. A Internet das coisas é uma revolução tecnológica que representa o futuro da computação e da comunicação e cujo desenvolvimento depende da inovação técnica dinâmica em campos tão importantes como os sensores wireless e a nanotecnologia.
Primeiro, para ligar os objectos e aparelhos do dia-a-dia a grandes bases de dados e redes e à rede das redes, a Internet, é necessário um sistema eficiente de identificação. Só desta forma se torna possível coligir e registar os dados sobre cada uma das coisas. A identificação por rádio frequência RFID oferece esta funcionalidade.
Segundo, o registo de dados beneficiará da capacidade de detectar mudanças na qualidade física das coisas usando as tecnologias sensoriais (sensor technologies). A inteligência própria de cada objecto aumenta o poder da rede de devolver a informação processada para diferentes pontos.
Finalmente, os avanços ao nível da miniaturização e da nanotecnologia significam que cada vez mais pequenos objectos terão a capacidade de interagir e se conectar. A combinação destes desenvolvimentos criará uma Internet das Coisas (Internet of Things) que liga os objectos do mundo de um modo sensorial e inteligente.
Assim, com os benefícios da informação integrada, os produtos industriais e os objectos de uso diário poderão vir a ter identidades electrónicas ou poderão ser equipados com sensores que detectam mudanças físicas à sua volta. Até mesmo partículas de pó poderão ser etiquetadas e colocadas na rede. Estas mudanças transformarão objectos estáticos em coisas novas e dinâmicas, misturando inteligência ao meio e estimulando a criação de produtos inovadores e novos serviços.
A tecnologia RFID que usa frequências de rádio para identificar os produtos é vista como potenciadora da Internet das Coisas. Embora algumas vezes identificada como a sucessora dos códigos de barras os sistemas RFID oferecem para além da identificação de objectos informações importantes sobre o seu estado e localização.
Estes sistemas foram primeiramente usados na indústria farmacêutica, em grandes armazéns e na saúde. As mais recentes aplicações vão dos desportos e actividades de tempos livres à segurança pessoal. Etiquetas (também chamadas de “tags”) RFID estão a ser implantados debaixo da pele humana para fins médicos e também em passaportes e cartas de condução. Leitores RFID estão também a ser incluídos em telemóveis. Para além do RFID, a capacidade de detectar mudanças no estado físico das coisas é também essencial para registar mudanças no meio ambiente. Por exemplo os sensores usados numa peça de vestuário inteligente podem registar as mudanças de temperatura no exterior e ajustar-se de acordo com elas.
Perspectiva-se um futuro em que poderemos usar roupa inteligente que se adapta às características da temperatura ambiente, a passagem por um sensor irá indicar-nos qual a manutenção que o nosso carro necessita, poderemos usar os óculos de sol para receber uma chamada vídeo e os cuidados médicos poderão ser prestados atempadamente, graças a diagnósticos mais eficientes e rápidos.