Boa tarde..
Olha, sem querer encontrei o trabalho de conclusão de um aluno do Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa, chamado Vasco Daniel Ferreira Carvalho. O trabalho dele foi chamado de “Estação Móvel para Medida da Qualidade do Ar“. Pelo menos no meu browser (Firefox), quando coloquei a url ele não abriu nada, mas quando fui no menu “Salvar Como”, consegui baixar o arquivo pra minha máquina e ler normalmente.
Pra vocês sentirem a pressão, leiam o resumo do trabalho:
O presente trabalho consiste no desenho e construção de um sistema móvel de monitorização da qualidade do ar. O sistema é constituído por diferentes módulos que podem ser, por exemplo, acoplados a autocarros ou táxis que circulam durante o dia pela cidade de modo a obter um
mapa da qualidade do ar em toda a sua extensão. Cada módulo de monitorização possui diversos sensores para medida da concentração de diferentes gases, um sensor de posição (GPS) para localização da posição do módulo e comunicação por GSM (GPRS) para transmissão dos resultados da medida para uma estação central (servidor). Cada módulo é auto-suficiente em termos energéticos, pois são alimentados por baterias carregadas por um painel solar. O servidor apresenta os resultados em tempo real de forma numérica ou gráfica sobreposta a um mapa da cidade indicando, com diferentes cores, a concentração dos diferentes gases medidos (CO, NO2, O3, SO2, CO2).
Pra impressionar mais ainda, veja a descrição da estação móvel:
Genericamente a estação é constituída por:
Um módulo de controlo;
Um módulo de localização, GPS;
Um sistema móvel para envio de dados, terminal de GSM/GPRS;
Um sistema de alimentação, com base em tecnologia fotovoltaica
Sensor para cada poluente, temperatura e movimento, com respectivo condicionamento de
sinal.
Memória para armazenamento temporário dos dados
Oque achei incrível no trabalho foi a excelente descrição de como o autor conseguiu juntar todos esses elementos. Um conhecimento de eletrônica e programação é necessário. Além disso, o trabalho detalha o uso do terminal GSM/GPRS Siemens TC65. Esse terminal já tinha sido brevemente discutido aqui no post “MIDP sem interface gráfica…“.
Bem, já que o final de semana vem chegando aí, indico essa leitura pro sabadão, mas durma bem na sexta de noite, porque são 133 páginas fascinantes e com algumas fórmulas matemáticas doidinhas.
Att.
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Bom dia..
Aqui no Mobilidade é Tudo venho discutindo a algum tempo sobre o controle meteorológico através de ações comandadas por nações e suas tecnologias. Lendo um pouco sobre as Olímpiadas de Pequim encontrei o seguinte texto no Globoesporte: “Foguetes garantiram céu claro na cerimônia de abertura dos Jogos“. Depois de ler a notícia resolvi dar uma procurado na internet pra ver se encontrava mais algum texto referente a isso, acabei encontrando um belo texto chamado “A China pode controlar o tempo?“.
Indico a leitura total do texto, porém, transcrevo aqui a parte que mais me chamou a atenção:
A pesquisa chinesa sobre o controle do tempo começou em 1958, quando a prática estava ainda nos estágios iniciais. Com uma população de mais de 1,3 bilhão, a China necessita de grandes quantidades de água. Cidades como Pequim sofrem com uma névoa terrível e a chuva pode ajudar a limpar a poluição do ar. O governo está usando a semeação de nuvens para tentar produzir chuva para os agricultores, afastar a seca e encher os reservatórios de água.
Então, como isso funciona? Mesmo em áreas com umidade muito baixa, a água está presente no céu e nas nuvens. A pancada de chuva acontece depois que a umidade vai se juntando em volta de partículas no ar, levando a um nível de saturação no qual não consegue mais segurar essa umidade. A semeação de nuvens ajuda essencialmente nesse processo, fornecendo “núcleos” em volta dos quais a água se condensa. Esses núcleos podem ser sais, cloreto de cálcio, gelo seco ou iodeto de prata, usados pelos chineses. O iodeto de prata é usado porque seu formato é similar a cristais de gelo. O cloreto de cálcio é muito usado em áreas quentes ou tropicais.
A semeação de nuvens é grandemente usada no norte da China, uma área que não recebe muita chuva - seus níveis de precipitações estão 35% abaixo da média mundial e alguns de seus suprimentos de água estão muito poluídos. Zhiang Qiang, que administra o Departamento de Modificação do Tempo de Pequim, disse ao Asia Times que os níveis de água nos reservatórios de Pequim aumentaram 13% em razão da semeação de nuvens [Fonte: Asia Times Online - em inglês]. A semeação de nuvens também tem sido usada para resfriar Pequim em dias quentes.
Claro que olhando desse ponto de vista o controle do tempo é algo benéfico, porém, quando falei a alguns meses atrás sobre o livro “Quem tem medo do Escuro?” fiz a seguinte pergunta: E se esse controle fosse utilizado na guerra? Uma tempestade criada intencionalmente poderia devastar um país inteiro, seja com ventos ou chuvas torrenciais. Como disse naquela ocasião: Por volta do ano 2020, o teatro de operações militares será dominado pela guerra eletrônica a níveis muito superiores aos dos dias atuais. Essa tendência pode ser comprovada pelos inúmeros projetos em andamento nos dias atuais e, ao que parece, será a base de sustentação das forças futuras.
Bem, o negócio é torcer para que o controle do tempo seja usado somente para os fins descritos pelo governo chinês, apesar de eu não acreditar muito nisso.
Att.
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