Boa madrugada..
Este post vai tentar resumir um pouco do que eu li neste EXCELENTE livro chamado “1968: Eles só Queriam Mudar o Mundo”, de Regina Zappa e Ernesto Soto. Bem, o próprio nome do livro é quase uma auto-explicação, ou seja, esta magnífica obra narra os acontecimentos em um dos anos mais conturbados da história mundial, porém, um dos mais ricos culturamente e com histórias emocionantes de coragem, luta e amor pelos ideais de uma geração inteira. A foto abaixo apresenta a capa do livro.

Segundo a resenha da Livraria da Travessa, 1968 foi um ano que se destacou entre todos os outros do século passado. Marcado por inúmeras transformações, em que jovens do mundo todo lideraram protestos e descobriram novas formas de luta. O que atacavam? Valores sociais ultrapassados; falsos moralismos; repressão sexual; injustiças sociais; a guerra do Vietnã; um mundo bipolar, dividido entre duas forças. Neste livro, os jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto fazem um passeio pelos principais acontecimentos do período. Organizado mês a mês e escrito em linguagem emocionada, com suspense e opinião, este é um verdadeiro almanaque ilustrado da geração que disse não ao conformismo. Depois de percorrer suas páginas, o leitor vai entender a razão de 1968 marcar até hoje nossas vidas.
Também tem a sinopse da Zahar: 1968 foi um ano que se destacou entre todos os outros do século passado, porque jovens do mundo todo lideraram protestos e descobriram novas formas de luta. Neste livro, os jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto fazem um passeio pelos principais acontecimentos do período, no Brasil e no mundo. Este é um verdadeiro almanaque ilustrado da geração que disse não ao conformismo.
“Foram muitas as formas de interpretá-lo ao longo do tempo: ano louco, enigmático, revolucionário, utópico, radical, rebelde, mítico, inesperado, surpreendente, profético, das ilusões perdidas. Adjetivos não faltam… De onde surgiram inspiração e fôlego para tanta movimentação reunida num só ano? O fato é que, em um determinado momento, alguém não se conformou e escreveu em letras firmes num muro de Paris: “Seja realista, exija o impossível” trecho da apresentação de 1968, eles só queriam mudar o mundo.
Pessoalmente, acho que foi o melhor livro que li no ano, quem sabe o melhor que li na vida. A seguir, vou tecer alguns comentários e apresentar trechos do livro:
Na página 74, há um texto destacado chamado “O Vietnã de Antonio Callado”, que conta detalhes da guerra no Vietnã que eu desconhecia. Mas o mais impressionante está na página 75, onde uma foto com os dizeres “solados americanos mataram velhos, mulheres e crianças no massacre de My Lai, no Vietnã” contém a imagem de um bebê morto sobre o cadáver de outras pessoas. Uma das imagens mais fortes e tristes que já vi.
No livro descobri que Martin Luther King foi assasinado em 1968, no dia 4 de Abril.
Vocês já devem ter visto que, para quem gosta de história, este livro é uma obra prima. Nele, está a história dos conflitos armados entre estudantes franceses e a polícia de seu país. Inclusive contando um breve resumo dos principais líderes revolucionários dos movimentos daquele ano.
E que tal essa frase: uma barricada fecha uma rua, mas abre um caminho.
Em uma entrevista com o escritor, dramaturgo e filósofo Alcione Araújo, que vai das páginas 130 até a 139, é perguntado sobre oque sobrou ou existe hoje do ano mágico de 1968, vejam a resposta do escritor:
Houve recuos. A juventude recuou demais da idéia de liberdade. Em relação também ao valor de desejo e da subjetividade, do poder da cultura, da vida alternativa. Com o avanço do individualismo, praticamente desapareceu a visão crítica. Hoje, a maior parte da juventude adere completamente a lógica do sistema.
Na página 161, quando começa os relatos sobre o mês de Julho, tem um texto chamado “A atração pela maça que reluzia”, que conta uma história de Heloisa Helena e José Dirceu que não conhecia, acompanhe o trecho retirado do livro:
No início de Julho, um episódio bizarro provocou mais risos do que temores entre os estudantes paulistas: uma bela espiã infiltrada pela polícia fora desmascarada na Faculdade de Filosofia da USP. Seu poético e inocennte codinome era Maça Dourada. Seu nome verdadeiro: Heloisa Helena.
Ela se aproximara principalmente de José Dirceu, presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE), aproveitando-se da fama de mulherengo do jovem líder estudantil, de quem se tornou namorada.
A página 175 também ilustra uma foto desoladora, extremanete triste, com os dizeres: “Em Biafra, a fome matava 10 mil pessoas todos os dias, e a guerra impedia a chegada de alimentos“. Na imagem podem ser vistas dezenas de crianças extremamente magras, é revoltante você olhar para os olhos de todos esses inocentes que são condenados a morte sem nunca terem cometido mal algum. TUDO ISSO POR CAUSA DE GUERRAS E LUTAS POR PODER. E as pesquisas pra novos armamentos, utlização de robótica no campo de batalha, etc e etc, continuam ganhando rios de dinheiro para suas pesquisas.
E vocês sabiam que o criador do LSD era professor em Harvard? Isso mesmo, o nome da figura é Timothy Leary.
Esse livro também me deixou ainda mais indignado com a guerra. Vejam isso: “A guerra estava custando anualmente para os americanos, em
valores dos anos 60, cerca deUS$30 bilhões”.
Bem, finalizando, primeiramente o livro serviu para alimentar meu ódio contra a guerra e tudo que vem dela. O dinheiro que é gasto com a área béliza poderia acabar com a fome no mundo.
Outro ponto crucial do livro pra mim, foi a atitude que a juventude tinha em 1968 e que agora falta para os jovens no mundo. Claro que não vamos sair por aí com arma na mão (pelo menos não agora, hihih), mas tenho uma idéia, cada um de nós pode fazer uma mínima coisa, que no final do somatório pode fazer parte de um grande projeto que auxilie de alguma forma, e isso seria a doação de sangue. Eu sou doador a alguns anos, mas gostaria de incentivar os leitores deste blog que também façam o mesmo.
Então meu projeto é o seguinte, quem ler este blog/post e se sentir encorajado para fazer a doação, tire uma foto no momento da doação e mandem para o meu e_mail, posteriormente eu publico aqui no blog. Final de semana pretendo fazer a doação, então eu serei (espero que não) o primeiro a postar uma foto doando sangue. Se alguém tiver alguma idéia de projeto social pode postar comentários aqui dando as idéias.
Por fim, recomendo novamente o livro para todos os leitores deste blog. A obra de Zappa e Soto é extraordinário.
Att.
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3 comentários
[…] tarde.. Primeiramente, gostaria de dizer que esta promoção é inspirada no livro “1968: Eles só Queriam Mudar o Mundo“, a geração de 1968 que lutou por suas causas dando a própria vida em alguns casos e, a […]
Setembro 18th, 2008 às 13:58
[…] 10 anos da podridão da ditadura brasileira. Eu recomendo a leitura em conjunto com o livro “1968: Eles só queriam mudar o mundo“. O ponto forte da obra são as fotos mescladas com a história. Pena que são menos de 70 […]
Agosto 5th, 2009 às 18:44
Este livro simplesmente mudou minha forma de ver o mundo eme deixou perplexa por dois motivos: Até onde o homem pode chegar pra ter poder e como nos acomodamos com tudo hje em dia.
Novembro 5th, 2010 às 08:12
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