Bom dia..
No site Link - Sua Vida Digital encontrei o seguinte texto: “15 bilhões conectados à web em 2015: Intel aposta em pequenos dispositivos de acesso à internet e lança novo chip.”
Sério? To brincando, é que esta notícia parece só redundância, porém, alguns parágrafos merecem atenção e comentários.
A Intel, maior fabricante de chips para computadores do mundo, aposta que a internet se tornará onipresente na próxima década e conectará não apenas pessoas, como também nós a equipamentos e objetos. “Em 2015 teremos 15 bilhões de dispositivos conectados à internet, dez vezes mais do que hoje”, afirmou Pat Gelsinger, vice-presidente da empresa, no primeiro dia do Intel Developer Forum (IDF), principal evento anual da empresa na semana passada em San Francisco. Diante dessa perspectiva de crescimento exponencial da rede, a Intel resolveu jogar suas fichas – e seu peso em um novo tipo de equipamento: os MIDs (“mobile internet devices”, dispositivos móveis para a internet).
Você perceberam a palavra onipresente no texto? Infelizmente não acredito muito nisso, a 3G ainda nem está sólida no Brasil para se pensar em uma tecnologia onipresente, porém, espero queimar a língua. Mais:
Já a declaração de Gelsinger, no início do texto, sobre o fato que, no futuro, não só as pessoas, mas também as coisas, farão parte da internet, não é uma idéia nova. Em 2005, a International Telecommunication Union divulgou, durante a Cúpula sobre a Governança da Internet em Túnis, um relatório chamado exatamente “A Internet das Coisas” (http://tinyurl.com/internet-das-coisas). Quando objetos e equipamentos usados no dia-a-dia estiverem equipados com microprocessadores, eles poderão se comunicar entre si sem a mediação humana. Por exemplo: um carro poderá “alertar” outros carros que vêm atrás sobre um acidente, evitando engavetamento. Além disso, essa disseminação de microprocessadores permitirá que cada um de nós, por meio de dispositivos muito pequenos, receba informações relevantes o tempo todo – é a chamada contextualização digital.
E por fim, O calcanhar-de-Aquiles para a concretização dessa visão é a conectividade total. “Quando cidades e países inteiros estiverem cobertos por WiMax, esses dispositivos vão estar nas mãos de todo mundo”, disse Anand Chandrasekher, vice-presidente e diretor do Grupo de Ultramobilidade da Intel. A tecnologia está aí, faltam determinação e investimentos. Com a palavra, as autoridades públicas e a iniciativa privada.
É, tenho medo que esse calcanhar-de-Aquiles leve mais de 15 anos para ser superado, mas não é impossível. Gostei do exemplo do carro avisando os outros de um acidente :).
Att.
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