Resenha Livro: Investimentos inteligentes
Boa noite..
O Livro Inestimentos Inteligentes de Gustavo Cerbasi segue a linha de outro livro que já foi discutido aqui, Pai Rico Pai Pobre. Porém, o livro de Cerbasi trata de uma maneira mais ampla os diversos tipos de investimentos, as armadilhas dos falsos investimentos, do que não fazer e da melhor forma de buscar sua independência financeira. Para tentar explicar de forma mais clara o livro utilizarei a resenha publicada por Augusto Campos.
No resumo de Campos é usado a própria divisão dos capítulos do livro:
Parte I: Contextualização
Segundo Campos, “esta parte apresenta com exemplos as diferenças entre investimento, acumulação, consumo e poupança, mostrando inclusive vários casos em que coloquialmente se descreve atividades como se fossem investimentos, quando na verdade se trata de consumo, ou de poupança”. Para mim que não sou familiarizado com os termos financeiros esse capítulo foi muito ilustrativo, Campos citou de forma perfeita a forma como o autor difere de forma clara e precisa alguns conceitos.
Campos continua, “já no segundo capítulo somos apresentados à variada fauna que habita este ecossistema. Não sou investidor, nem financista, mas conheço vários exemplares destes bichos, incluindo o “meu” gerente (na verdade, o gerente *do banco*, que eu tenho consciência que trabalha para mim apenas até o limite em que isso for vantajoso para a instituição), os falsos especialistas, os traders alucinados, os grafistas com sua crença de que a análise do passado ajuda a prever o futuro, e a entidade disforme e virtual chamada de “o mercado”. As descrições que mais me atraíram a atenção foram a do “conservador que não investe” (aquele cara que pensa que o que ele está fazendo é investir, e que o que ele adotou há 40 anos continua funcionando para quem estiver começando agora) e o falso insider, sempre com um palpite “quente”, mas que perde o rebolado quando você pergunta a ele se ele já investiu nesta informação que está trazendo com tanto alarde. Este mesmo capítulo traz ainda uma lista de “falsas oportunidades” comuns”.
O terceiro capitulo utliza de dúvidas dos leitores para passar ao leitor oque não deve ser feito para efetura investimentos inteligentes, Campos listou os seguintes itens, que concordo plenamente:
* Ter uma única fonte de renda.
* Começar a investir cedo demais - às vezes o esforço inicial deve ser para ampliar a renda, e só depois começar a investir.
* Esperar demais (até ter dinheiro sobrando)
* Contar com instituições demais (ou de menos) para gerenciar a riqueza
* Querer já começar grande
* Poupar, pensando que está investindo
* Ter um único investimento
* Sonegar impostos devidos
* Paralisia, ou seu oposto, o giro excessivo
De forma contrária, o capítulo 4 apresenta os itens que um investidor deve seguir. De forma clara e objetiva o livro trata com maestria desses quesitos. Campos fala sobre as qualidades que mais lhe chamaram a atneção: “a necessidade de ter objetivos clara e objetivamente definidos (não é “ganhar dinheiro” ou “ficar rico”), a diversificação, a prática constante do rebalanceamento de investimentos, e a presença de um plano B: “Planos para a dificuldade envolvem: a quem recorrer, o que vender, para quem vender e onde obter uma atividade remunerada, entre outros.””. Pessoalmente também gostei da parte de ter objetivos claros e do plano B.
Parte II: Estratégias
Segundo Campos, “a parte II é mais concreta e direta, voltada a estratégias específicas usando famílias, produtos e alternativas usuais do mercado, e por suas características tão específicas, torna-se um desafio muito grande para a descrição em uma resenha, exceto da forma mais genérica. Temos assim:”
* No capítulo 6: estratégias com renda fixa, incluindo títulos públicos, a própria caderneta de poupança (que voltou a ter usos vantajosos) e similares, os CDBs, debêntures, LCIs e mais.
* No capítulo 7: estratégias com ações, desde por onde começar, o papel das corretoras e como selecioná-las, homebrokers, as estratégias comuns (que você precisa conhecer, mas não necessariamente adotar), detalhes sobre as análises fundamentalistas e grafistas, e um conjunto de dicas a considerar na hora de montar sua carteira.
* No capítulo 8: estratégias com fundos, apresentando a variedade existente, vantagens e desvantagens, critérios para escolha, a questão tributária, e a recomendação de usar bastante os recursos que o banco oferece.
* No capítulo 9: estratégias com previdência privada. As vantagens deste método são específicas para alguns casos, mas nestes elas podem fazer muito sentido. São apresentados os produtos disponíveis e suas vantagens, a questão da tributação, que é especialmente importante neste caso, e os cuidados que você deve ter na hora da negociação.
* No capítulo 10: estratégias com imóveis: nem toda operação com imóveis é um investimento, mas neste capítulo vemos os ingredientes para que elas sejam, os riscos específicos e cuidados associados, a seleção de oportunidades, dicas para a maximização do rendimento.
* No capítulo 11: estratégias com compra e venda. O popular “rolo” recebe atenção como forma de investimento também, com a advertência de que nem sempre ele funciona assim - a informalidade tem seus desafios, e às vezes o “investidor” não resiste à tentação de colocar para seu próprio uso o bem que planejaria negociar.
O livro também fala da questão pessoal, ou seja, de não esquecer a família, seus amigos, aproveitar as coisas simples da vida que fazem toda a diferença no seu estado de espírito.
Bem, gostei do livro, aconselho a leitura. NO meu caso li o livro duas vezes devido ao meu pouquíssimo conhecimento na área de investimentos.
Att.
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